segunda-feira, 16 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

[Você nunca viu nada igual]

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[Imagens do Dia]

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[Morrissey]

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You Are The Quarry
(2004)
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Live At Earls Court
(2005)
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sexta-feira, 13 de março de 2009

[Nossa idéia de...]

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Letra de música.
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Você vai me seguir
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Você vai me seguir aonde quer que eu vá
Você vai me servir, você vai se curvar
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Você vai me agredir, você vai me adorar
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair, você vem me beijar
Você vai me cegar e eu vou consentir
Você vai conseguir enfim me apunhalar
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
e me ninar
(Chico Buarque)

quarta-feira, 11 de março de 2009

[Jogos e Trapaças, O Fim.]

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Sabe qual é a música? Beat on the brat? Errou.
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[Jogos e Trapaças]

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Qual é a música? Que borbulhas de amor o quê...
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[Jogos e Trapaças]

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Qual é a música?
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terça-feira, 10 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

[Nossa idéia de...]

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Elegância. Em dois exemplos.
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[Imagem do Dia]

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Eles anunciarão o apocalipse.
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domingo, 8 de março de 2009

[Reserva de Chuvas]

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Na escola, zombaram de minha pronúncia torta,
ameaçaram-me com canivetes no recreio.
Assisti a covardia crescer, aquietado no fundo da sala.
Durante anos, contive o veludo áspero da pata,
a soleira da pata, a vogal da pata.
Preparei a vingança pelas palavras.

Roubei o dízimo, enrolei o papel seda
dos versículos para fumar tuas promessas.
Pisei em teu rosto com a luz suja de um livro.
A neblina me perseguiu enfurecida
e não viu que estava nela.

Peço desculpas como uma criança,
as mãos algemadas
na inocência nociva.

Como enganar os gestos?
Minha vontade de abraçar
esgana.

Todos meus erros descendem do excesso,
não da penúria.

Deus, será que tua água vem da sede do homem?
Será que nossa sede é potável?

As diferenças nos assemelham,
o único vizinho do mar é o abismo.
Estou extremamente perto
e morro distante.
Mora numa morte emprestada.

Cerca-me da cegueira,
tal relâmpago que acende o bosque
para as aves pousarem nele.

Cerca-me da cegueira,
desapegando do que não vi.

Cerca-me da cegueira,
a fidelidade do vento é testada no naufrágio.

Cerca-me da cegueira,
como uma fruta apanhada com os dentes.

Cega-me.

Meu desespero fracassou
ao passar a noite em claro.
Fez amizade com as sombras.

O autor:

Fabrício (Carpi Nejar) Carpinejar nasceu em Caxias do Sul – RS, em 23 de outubro de 1972, filho do poeta Carlos Nejar. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fonte:

http://www.releituras.com/

[Vídeo do Dia]

Oui, je t'aime mon amour...

sábado, 7 de março de 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

[Comida de tubarão]

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[Imagem do Dia]

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Hoje é dia de bacalhau. Robalo é na outra banca, senhora.
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[Nossa ideia de...]

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Tatuagem marinha
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[Nós viemos do mar...]

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[Anunciante do Dia]

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Caminhando nas nuvens.
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[Nossa idéia de...]

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Comercial da Nike
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[Nossa idéia de...]

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Delicadeza feminina
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[Nós viemos do mar...]

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Você ainda tem alguma dúvida?
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[O que vem depois?]

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[Nossa metáfora para...]

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"Vou dar uma saidinha, amor."
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quarta-feira, 4 de março de 2009

[Imagem do Dia]

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Em algum lugar do mundo deve ser um belo dia.

[Nossa idéia de...]

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Primeiros socorros
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[Nossos anunciantes, por favor.]

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terça-feira, 3 de março de 2009

[Jogos e Trapaças, o Retorno.]

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Que banda compôs esse verso?
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segunda-feira, 2 de março de 2009

[Images du jour]

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[Jogos e trapaças]

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Que letra de música é essa?
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domingo, 1 de março de 2009

[Para o meu filho. Para mim.]

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Uma das melhors coisas de ter um filho é, para mim, poder lembrar do tempo em que fui criança. E sentir emoções como se portasse o mesmo coração de então. Isso é possível, todos os dias, não por desejo ou capricho meus, mas por insistência do pequeno João Pedro. Explico melhor: antes de dormir ele me pede para contar histórias, como toda criança. "Conta as de verdade, pai." Sim, ele prefere as que vivi e me obriga a vasculhar uma memória de dezenas de anos. A inevitável nostalgia, no mesmo instante em que me entristece, me devolve o que sou. É bem comum sentir um nó na garganta e pensar, já com ele dormindo, que ter sido criança, no final dos anos 70, mesmo com todos os pesares, foi algo simplesmente magnífico, em comparação com esses novos e estranhos tempos. Gosto de pensar que, por alguns minutos diários, que não me custam nada, eu consigo tornar o mundo do meu filho mais interessante e bonito. Mesmo que as histórias, aparentemente, sejam tolas, como esta do King Kong, que compartilho agora com vocês, crianças.

Num final de tarde, eu e minha mãe fomos a uma loja de tecidos (nossas roupas eram feitas por costureiras). Ela não tinha com quem me deixar em casa e seguimos os dois por uma distância de um quilômetro mais ou menos. Para mim, não era um passeio, mas um dever. Era preciso acompanhá-la porque eu era o único filho homem. Fiquei aborrecido num canto enquanto ela escolhia as peças. Tive, ainda, o azar de encontrar uma vizinha que me achava tímido demais e passou a aconselhá-la a respeito do grave defeito. Na volta para casa, uma supresa mudou a minha vida para sempre. Do nada, brotada do chão, uma Kombi verde-escuro anunciou algo sobre o filme do King Kong, um remake daquele antigo, que depois teve outra versão. Isso era 1979, eu acho. Eu não ia ao cinema, nós não tínhamos esse luxo, por isso permaneci onde estava. Mas não era nada sobre o filme. Aquele carro redondo com alto-falante e portas abertas, saído dos meus sonhos, depois eu percebi, estava distribuindo álbuns de figurinha do famoso gorila! Eles eram jogados, junto com algumas estampas, para as crianças que estavam na comercial e para as muitas outras que se aproximavam como enxames, como nas festas de Cosme e Damião (ainda existem?). A cena poderia abrir um filme indiano, se é que vocês me entendem. No meio da correria, eu, antes gravemente tímido, agora gritava para a minha mãe: "corre, me ajuda a pegar o que puder!" E por que eles faziam isso? Acho que não preciso explicar. A comparação pode parecer insensível agora, mas é uma lógica presente até no tráfico. Mas esqueçamos por um instante essas armadilhas. Naquele dia, a Jessica Lange e o monstruoso gorila me fizeram acreditar em milagres. E durante todo o tempo em que acreditei neles, nos milagres, eu fui mais feliz. Hoje, o meu filho sabe disso.

[Desenho do Dia]

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[Nossa idéia de...]

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...corte de cabelo.
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[Você nunca viu nada igual]

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