domingo, 15 de junho de 2008

[Conheça o artista...]

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T r i c k y para download gratuito em:
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(Maxinquaye, 1995)








"There's a natural mystic blowing through the air..."
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Ficha:

Nascido como Adrian Thaws, em Bristol, Inglaterra, e um dos expoentes do gênero trip hop, Tricky começou a sua carreira musical no final dos anos 80 como membro de um grupo informal de MCs, DJs e cantores de Bristol conhecido como Wild Bunch. Este projeto tornou-se conhecido depois como Massive Attack. Tricky com raps poderosos como Daydreaming e Five Man Army na brilhante estréia do grupo em 1991, Blue Lines. Embora trabalhasse em dois temas do seguinte disco, Protection (publicado em 1994), Tricky expressou o seu descontentamento com a orientação musical de seus colegas e mudou-se para Londres para concentrar-se na sua carreira solo. Em finais de 1993, saiu o seu primeiro single, o incrível Aftermath, que surgiu de sessões informais com Mark Stewart (ex Pop Group) num estúdio de quatro pistas. Tricky contratou os serviços de uma estudante local, Martine (ela tinha apenas 15 anos) para as vozes, lançando-a na sua própria gravadora, Naive. Apesar da boa recepção da crítica, o artista, na melhor tradição de Massive Attack, mostrava-se reticente sobre as suas habilidades. “Realmente, não me considero um rapper. Sou mais um compositor”. O trabalho seguinte, Maxinquaye (aqui, para download), foi um dos favoritos da crítica em 1995 e um sucesso comercial surpreendente apesar de ser um disco perturbador que explorava os lugares mais sombrios da mente do seu criador em temas como Hell is Round The Corner e Feed Me. Estilisticamente, o álbum incluía desde uma versão de rock pesado de Black Steel In the Hour Of Chaos do Public Enemy ao soul de Abbaon Fat Tracks. O som claustrofóbico e denso tinha as suas raízes nos gêneros do ambiente hip hop, e os críticos o chamaram de “trip hop” num esforço para defini-lo. (Fonte: Last FM, com adaptações.)

Faixas:

01. Overcome
02. Ponderosa
03. Black Steel
04. Hell Is Round The Corner
05. Pumpkin
06. Aftermath
07. Abbaon Fat Tracks
08. Brand New You’re Retro
09. Suffocated Love
10. You Don’t
11. Strugglin’
12. Feed Me
Ouça gratuitamente algumas faixas em:
Álbuns:

[Melhor comercial de cerveja...]

... do dia.

Comerciais de cerveja com mulheres bonitas tratadas como objeto abundam por aí. No Brasil, eles sempre caíram no gosto (ops!) popular. Esse aqui é diferente. Não há vulgaridade. O espectador não é subestimado em sua inteligência. E o final é surpreendente. Pontos para a 1664. Vou ao supermercado comprar uma. Aproveito e trago um banquinho também. Vai que precisa?

[Black and White]

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10 visões sobre o mundo em preto e branco.















[O Retrato de Dorian Gray]

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"A coisa mais comum, se a ocultamos, é um deleite."
(Oscar Wilde)


Prefácio de O Retrato de Dorian Gray


O artista é criador de coisas belas.

Revelar a arte e encobrir o artista é a razão de ser da arte. O crítico é aquele capaz de exprimir de modo distinto e com material diferente a sua impressão das coisas belas.

A forma e crítica mais elevada, como a mais baixa, é um gênero de autobiografia.

Os que só vêem intenções vis nas coisas belas são depravados destituídos de encanto. É um defeito.

Os que admitem intenções belas nas coisas belas são espíritos cultos. Para estes há esperança. São os eleitos, para quem o belo significa unicamente Beleza.

Não existe livro moral nem imoral. Os livros são bem o mal escritos. Eis tudo.

A aversão do século XIX ao Realismo é a fúria de Calibã ao reconhecer a sua imagem no espelho.

A antipatia que o século XIX volta ao Romantismo é o despeito de Calibã por não ver o seu rosto num espelho.

A vida moral do homem forma parte do argumento e do material do artista. Mas a moralidade da ate consiste no uso perfeito de um instrumento imperfeito. Nenhum artista pretende provar o que seja. A própria verdade pode ser provada.

Artista algum tem preferências éticas. Uma preferência moral, em um artista, é imperdoável maneirismo de estilo.

Não há artista doentio. O artista pode exprimir tudo.

O pensamento e a linguagem são para o artista instrumentos de uma arte.

Vício e virtude representam para o artista a matéria-prima de sua arte. Do ponto de vista da forma, o protótipo das artes é a do músico. Do ponto de vista do sentimento, é o talento do ator.

Toda arte é ao mesmo tempo aparência e símbolo.

Os que a penetram abaixo dessa aparência o fazem por sua conta e risco.

Os que decifram o símbolo também o fazem por sua conta e risco. A arte reflete o espectador e não a vida.

A diversidade de opiniões acerca de uma obra de arte evidencia que essa obra é nova, complexa e vital.

Quando a crítica discorda, o artista está de acordo consigo mesmo.

Pode perdoar-se a um homem a criação de uma coisa útil, contanto que ele não a admire. A única jusitificativa para a criação de uma coisa inútil é que ela seja admirada intensamente.

Toda arte é absolutamente inútil.

(Oscar Wilde, junho de 1890)

sábado, 14 de junho de 2008

[Portishead 3, 2008]

Nossa idéia de cantora


Canções para embalar o sono de demônios interiores


Portishead, a fantástica banda de Beth Gibbons, 11 anos depois do último trabalho, para download gratuito em:


Ouça faixas em:

http://www.lastfm.com.br/music/portishead/third

01 - Silence
02 - Hunter
03 - Nylon Smile
04 - The Rip
05 - Plastic
06 - We Carry On
07 - Deep Water
08 - Machine Gun
09 - Small
10 - Magic Doors
11 - Threads

[Por falar em desejo...]

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Imagem do Dia... em Tóquio!



Entenda tudo em:

[Do Desejo]


Poema de Hilda Hilst.
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E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

* * *

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

* * *

Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?

(Da Noite, excertos - 1992)

(Do Desejo - Campinas, SP: Pontes, 1992.)

[Delicatessen]

Crônica de Hilda Hilst para o Correio Popular de Campinas-SP.
(Segunda-feira, 1.º de março de 1993)



Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais. Das criaturas. Vá lá. Gosto de voltar a este tema. Outro dia apareceu uma moça aqui. Esguia, graciosa, pedindo que eu autografasse meu livro de poesia, "tá quentinho, comprei agora". Conversamos uns quinze minutos, era a hora do almoço, parecia tão meiga, convidei-a para almoçar, agradeceu muito, disse-me que eu era sua "ídala", mas ia almoçar com alguém e não podia perder esse almoço. Alguém especial?, perguntei. Respondeu nítida: "pé-de-porco". Não entendi. Como? "Adoro pé-de-porco, pé-de-boi também". Ahn... interessante, respondi. E ela se foi apressada no seu Fusquinha. Não sei por que não perguntei se ela gostava também de cu de leão. Enfim, fiquei pasma. Surpresas logo de manhã.
Olga, uma querida amiga passando alguns dias aqui conosco, me diz: pois você sabe que me trouxeram uma noite um pé-perna de porco, todo recheado de inverossímeis, como uma delicadeza para o jantar? Parecia uma bota. Do demo, naturalmente. E lendo uma entrevista com W. H. Auden, um inglês muito sofisticado, o entrevistador pergunta-lhe: "O que aconteceu com seus gatos?" Resposta: "Tivemos que matá-los, pois nossa governanta faleceu". Auden também gostava de miolo, língua, dobradinha, chouriços e achava que "bife" era uma coisa para as classes mais baixas, "de um mau gosto terrível", ele enfatiza. E um outro cara que eu conheci, todo tímido, parecia sempre um urso triste, também gostava de poesia... Uma tarde veio se despedir, ia morar em Minas... Perguntei: "E todos aqueles gatos de que você gostava tanto?" Resposta: "Tive de matá-los". "Mas por quê?!" Resposta: "Porque gatos gostam da casa e a dona que comprou minha casa não queria os gatos". "Você não podia soltá-los em algum lugar, tentar dar alguns?" Olhou-me aparvalhado: "Mas onde? Pra quem?" "E como você os matou?" "A pauladas", respondeu tranqüilo, como se tivesse dado uma morte feliz a todos eles. E por aí a gente pode ir, ao infinito. Aqueles alemães não ouviam Bach, Wagner, Beethoven, não liam Goethe, Rilke, Hölderlin(?????) à noite, e de dia não trabalhavam em Auschwitz? A gente nunca sabe nada sobre o outro. E aquele lá de cima, o Incognoscível, em que centésima carreira de pó cintilante sua bela narina se encontrava quando teve a idéia de criar criaturas e juntá-las? Oscar, traga os meus sais.


[A Love Supreme, John Coltrane]

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"O meu sem gelo, por favor."




Um dos mais importantes discos de jazz
para download gratuito em:

http://www.zshare.net/download/23023655a3394d/

Ouça as faixas:


Quer saber mais?
Acesse o site oficial do artista:

[Songs of Leonard Cohen, 1967]

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terça-feira, 10 de junho de 2008

[Nossa idéia de presente...]

... para o Dia dos Namorados.

[Imagem censurada do dia]

"Tira logo essa foto que meu pescoço está doendo"



Conheça o trabalho de Martin Kovalik, situado entre a arte e a pornografia - velha dicotomia.
Acesse:

segunda-feira, 9 de junho de 2008

[10 citações de Paul Verlaine.]

Paul? Cadê o John?


Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma.

Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve.

Música antes de mais nada.

Se esses ontens fossem devorar os nossos belos amanhãs?

A vida humilde, cheia de trabalhos fáceis e aborrecidos, é uma obra de eleição que exige muito amor.

O riso é tão ridículo como decepcionante.

A esperança reluz como uma haste de palha num estábulo.

A independência foi sempre o meu desejo, a dependência foi sempre o meu destino.

Para mim, a glória é um modesto e efêmero absinto.

Creio que é menos importante amar a alma de uma mulher que o seu corpo. Ao fim e ao cabo, a alma é imortal, e terei tempo de sobra para a amar, mas o corpo...

sábado, 7 de junho de 2008

[Imagem do Dia]

Tá olhando o quê?


Lembrando uma das melhores capas de disco de todos os tempos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

[David Bowie, Low.]


Low Profile?

Um certo David Bowie para download em:

http://w13.easy-share.com/1192410.html

"Low" (1977)
FICHA TÉCNICA

Data de lançamento
Janeiro de 1977, pela RCA.
(Reedição pela RykoDisc em 1991)
(Reedição pela EMI em 1999)


Local de gravação
Château d'Hérouville, Pontoise, França. Hansa Studio by the Wall, Berlim, RFA.

Faixas
01. Speed Of Life (Bowie) - 2:45
02. Breaking Glass (Bowie, Davis, Murray) - 1:42
03. What In The World (Bowie) - 2:20
04. Sound And Vision (Bowie) - 3:00
05. Always Crashing In The Same Car (Bowie) - 3:26
06. Be My Wife (Bowie) - 2:55
07. A New Career In A New Town (Bowie) - 2:50
08. Warszawa (Bowie, Eno) - 6:17
09. Art Decade (Bowie) - 3:43
10. Weeping Wall (Bowie) - 3:25
11. Subterraneans (Bowie) - 5:37


Faixas extra da reedição de 1991
12. Some Are (Bowie, Eno) - 3:24)
13. All Saints (Bowie, Eno) - 3:35)
14. Sound And Vision [remix] (Bowie) - 4:43

Produtores
David Bowie e Tony Visconti.

Músicos
David Bowie (voz e coros; saxofone; guitarra; piano; baixo; harmónica; vibrafone; xilofone; harpa; Chamberlain; sopros, cordas e percussão sintetizados)
Carlos Alomar (guitarra; guitarra rítmica)
Ricky Gardener (guitarra e guitarra rítmica)
George Murray (baixo)
Brian Eno (coros; piano; Minimoog; report arp; Chamberlain; tratamentos para guitarra; E.M.I; sintetizador E.M.I.; rimmer E.M.I.)
Roy Young (piano; órgão)
Dennis Davis (percussão)
Iggy Pop (coros em “What In The World”)
Mary Visconti (voz em “Sound And Vision”)
Eduard Meyer (violoncelo em “Art Decade”)
Peter and Paul (piano e harpa em “Subterraneans”)

Posições nas tabelas de vendas
Reino Unido: 2
Estados Unidos: 11
Ouça trechos das músicas em:


terça-feira, 3 de junho de 2008

[Music Empire]






Novidades digitais para quem gosta de fazer a cabeça com música.


S P I N N E R

(Blog comunitário operado por jovens americanos. CDs na íntegra para escutar de graça. Listas impagáveis.)


P O P L O A D

(Blog do jornalista Lúcio Ribeiro, endereço da música independente na versão nacional.)


T H E G U A R D I A N

(Blog dinâmico e informativo do jornal inglês The Guardian. Novidades da cena pop britânica.)


R A D I O O N E

(Canal de rock independente da tradicional rádio inglesa. Site, podcast e blogs de diversos críticos com o melhor do estilo.)


G O R I L L A V S. B E A R

(Blog americano voltado para a música indie pop. Muito humor, boas dicas e uma rádio com as últimas novidades nos EUA e no mundo.)


L I V E P L A S M A

(Aqui você procura o artista e o site apresenta um mapa gráfico com as influências no trabalho dele.)


M U S I C - M A P

(Semelhante ao site anterior, mas que se destaca pela simplicidade. Você digita o nome do artista e aparece um mapa dos grupos e músicos similares.)

Fonte: Revista VIP, março de 2008.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

[Talking Heads, 1977]

O seminal disco da banda, para download gratuito em:




Todas as canções compostas por David Byrne, exceto quando assinalado.

Faixas

Lado A

"Uh-Oh, Love Comes to Town" – 2:48
"New Feeling" – 3:09
"Tentative Decisions" – 3:04
"Happy Day" – 3:55
"Who Is It?" – 1:41
"No Compassion" – 4:47

Lado B

"The Book I Read" – 4:06
"Don't Worry About the Government" – 3:00
"First Week/Last Week ... Carefree" – 3:19
"Psycho Killer" (Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouth) – 4:19
"Pulled Up" – 4:29

Quer saber mais? Acesse:

domingo, 1 de junho de 2008

[Nossa idéia de camisetas]






















Cult Rock and Roll Shop

Divirta-se consultando o catálogo da Marka Diabo, especializada em camisetas como as que você vê aqui. Não são sensacionais? Acesse endereço abaixo. See you, folks.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

[Exile on Main Street]

Let's play the blues!



Considerado por muitos, e pelo próprio Jagger, como o melhor álbum da banda pela sua consistência, plasticidade e versatilidade dos músicos, Exile... não poderia ser esquecido pelo jornal que ama música de verdade. Preparem seus facões para cortar as camadas sonoras desse disco que emociona do começo ao fim. Let's play the blues, kids.
Rolling Stones para download em:



Quem?

Mick Jagger - vocals, harmonica
Keith Richards - lead guitar
Mick Taylor - guitar
Bill Wyman - bass
Charlie Watts - drums

Faixas:

1. Rocks Off 4:33
2. Rip This Joint 2:22
3. Shake Your Hips 2:59
4. Casino Boogie 3:34
5. Tumbling Dice 3:47
6. Sweet Virginia 4:26
7. Torn and Frayed 4:18
8. Sweet Black Angel 2:58
9. Loving Cup 4:25
10. Happy 3:05
11. Turd on the Run 2:38
12. Ventilator Blues 3:24
13. I Just Want to See His Face 2:53
14. Let It Loose 5:18
15. All Down the Line 3:50
16. Stop Breaking Down 4:34
17. Shine a Light 4:17
18. Soul Survivor 3:49

segunda-feira, 26 de maio de 2008

[Porque existem regras nesse mundo.]

There will be blood! Haverá sangue.


Sugestão de um amigo, acatada.